segurança

segurança

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Maranhão e o Descontrato Social

Depois de ameaçar incendiar a opinião pública as denúncias de corrupção no judiciário ocupam cada vez menos espaço nos meios de comunicação e rumam melancolicamente para o esquecimento. Ensaiada pra ser uma catarse apimentada ou, ao menos uma tentativa de investigação de fatos graves, dos quais se houve falar a muito tempo, agora se perde com forte cheiro de orégano no ar.

No clímax dos acontecimentos até uma CPI chegou a ser proposta. Entre deputados poucos teriam coragem de “apontar o dedo” para os juízes acusados ou suspeitos de corrupção, segundo declarou uma liderança dos magistrados. Diante do silêncio eloqüentemente comprometedor dos parlamentares as apurações ficaram, como de praxe, ao encargo das herméticas corregedorias.

Passo seguinte, as denúncias de compra de sentença envolvendo políticos, juízes e até ocupantes da corte eleitoral regional saíram de foco. Na opção de expor o que de menor potencial ofensivo havia que pudesse abalar os poderes e suas relações elitistas que suplantam a noção partidária de oposição e situação, restou uma espécie de “pacto natural”: sem mentor identificado, mas com finalidade clara e objetiva: salvar privilégios.

Ao concentrar a apuração nos supostos “achaques” contra empresários consegue-se livrar a todos do vexame. Por obvio os políticos primeiramente. Os empresários cujos balanços financeiros em momento de crise melhor que nenhuma sentença, ainda que justa, lhe retire liquidez. À corporação judiciária que escolhe algumas biografias desimportantes para serem suavemente arranhadas. A mídia que deixa de mexer em vespeiro com direito a se indignar contra quem incomode os “nossos patrocinadores”. E até os “Robin Hoods” de toga que contarão aos netos que foram perseguidos por um dia terem ousado enfrentar poderosos capitalistas.

sábado, 17 de janeiro de 2009

De Volta com a Poesia

Depois de um tempo volto a publicar meus poemas na internet. Abaixo o mais novo texto. Agradeço a visita de todos no meu sítio literário. http://www.alexico.blogspot.com/

Última Gota
Como estivesse vestido para uma noite de amor morrerei. Serenamente sumirei pelas espumas ou de súbito ceifado. Inconformado e violento. Sabendo que todas as madrugadas foram minhas. E todas as lágrimas vertidas. E todas as ânsias. Todo o êxtase. Alternância de dor como sucedânea do gozo, e o inverso disso. Porque nunca desisto de nada, até a última gota de mim.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Chapadinha e o Caso “Devolve, devolve”


O suposto envolvimento de um político chapadinhense no caso da compra de liminar e do posterior pedido de devolução da propina, episódio que expôs a promiscuidade de setores do judiciário do Maranhão, ainda tem grande repercussão em Chapadinha.

Segundo Décio Sá a personagem dessa história seria Isaías, já o site Colunão de Walter Rodrigues cita Magno Bacelar e, por último o Jornal Pequeno sugere a participação de um ex-prefeito da região de Itapecuru-Mirim.

A investigação sobre o caso está sob forte sigilo e os próprios jornalistas da capital confirmam a carência de informações precisas e a sensação de que os nomes e as circunstâncias exatas do fato não ficarão esclarecidas.

O ex-prefeito Magno já disse não ter nada com o assunto e que sequer conhece o magistrado alvo da denuncia. Além da declaração, a lógica colaboraria com Magno por não ter tido ele, ao fim de tudo, nenhum interesse contrariado por corte ou juiz algum. Como alguém poderia ficar descontente com resultado plenamente favorável?

Ex-prefeito ou ex-candidato?
Numa matéria publicada hoje o jornalista Walter Rodrigues (único nome a citar Magno) fala do caso nos seguintes termos: “Na sessão plenária e em declarações à imprensa, Bayma aludiu ao episódio em que um candidato a prefeito interpelara um juiz eleitoral, exigindo-lhe a devolução do dinheiro com que o teria subornado. Fato presenciado pelo procurador regional eleitoral, José Raimundo Leite Filho, que interviera recomendando: “Devolve, devolve”. Repare que o jornalista menciona um candidato como a parte que teria exigido a devolução que não é o caso de Magno que, em segundo mandato, não era e nem poderia ser candidato.

Pequena Geografia
Sobre “um ex-prefeito da região de Itapecuru-Mirim” na codificação do Jornal Pequeno, embora nos bastidores o nome recorrente seja de um “ex-prefeito e candidato da região do Baíxo-Parnaíba”, pode ser que mesmo sem que Itapecuru ou qualquer de seus vizinhos tenham pendências eleitorais algum político possa ter interesse em outro município. Ou, ainda, que a informação tenha saído suscetível pelo excesso de zelo governista ou por mera confusão geográfica.

O Rei do Baião
Noutro trecho da postagem de hoje o jornalista Walter Rodrigues inclui um magistrado na trama: “O Colunão identificou o juiz eleitoral Luiz Gonzaga, que reagiu requerendo que a matéria fosse retirada do blogue. O juiz Douglas Amorim concedeu a liminar pleiteada, estabelecendo a censura. Com algum atraso, Leite desmentiu, assegurando que, se tivesse visto a cena, prenderia o juiz e o candidato “em flagrante” e os encaminharia “ao procurador-geral da República”.

Como se vê a justiça deve se pronunciar primeiro sobre se o fato realmente ocorreu ou não. Mas, se confrontarmos as liminares do dia 18 de dezembro – a primeira que mandou diplomar Isaías; e a segunda que, horas depois, voltou atrás – comparando a parte satisfeita na primeira e frustrada na segunda liminar com a mesma autoridade judicial que as proferiu, teremos a certeza de que se for fofoca essa passagem que envergonha o Maranhão ela encaixa como luva em fatos notórios.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Isaías Acusado de Comprar Sentença e Pedir Dinheiro de Volta

Enquanto posa de vítima para seus seguidores o ex-prefeito Isaías Fortes é citado num episódio de suborno de autoridades e corrupção eleitoral. O Jornalista Décio Sá (O Estado do Maranhão) conta como o fato teria acontecido.

“A direção do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão divulgou nota hoje informando estar tomando providências no sentido de apurar notícias publicadas na imprensa dando conta de “acontecimentos graves envolvendo magistrados que se encontram investidos na função de juízes eleitorais”.

Aconteceu o seguinte: no início do mês o Jornal Pequeno denunciou, sem citar nomes, que um candidato a prefeito teria cobrado publicamente, diante do procurador regional eleitoral José Leite Filho, um juiz da Corte por ter pago por uma decisão e não ter obtido o resultado almejado. Por conta disso, o magistrado teria sido obrigado a devolver o dinheiro.

Em nota divulgada ontem, o procurador negou o fato. Afirmou que se tivesse presenciado o episódio o procedimento seria a prisão em flagrante dos envolvidos. Mas é comentário geral na cidade e no próprio TRE que o caso realmente ocorreu. Não com o juiz, mas envolvendo um assessor seu.

É fato porém que o juiz foi chamado pela presidente do TRE, Cleonice Freire, e pela corregedora Nelma Sarney, para devolver o dinheiro. A parte em questão seria o ex-prefeito de Chapadinha Isaías Fortes (PP). Como as desembargadoras não têm poder sobre os colegas do tribunal, as denúncias serão apuradas pelo ministro Félix Fischer, corregedor do TSE. Segundo fui informado são dois membros do TRE alvos de investigação por parte da Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral.

Na quarta-feira o desembargador decano do Tribunal de Justiça, Bayma Araújo, me concedeu entrevista, divulgada na rádio Mirante AM, onde denunciou o episódio. Hoje o presidente da Associação dos Magistrados, juiz Gervásio Protásio Júnior, cobrou apuração rigorosa das denúncias feitas pelo desembargador.”

Comento:
É pouco provável que essa história acabe com alguma punição aos envolvidos pela dificuldade de se provar fatos dessa natureza. O “injustiçado” Isaías de agora entra em conflito com a sua trajetória, quando até um cabo eleitoral dele foi condenado por haver invadido o cartório e subtraído meia dúzia de urnas cheias de votos, em 1988. Do fato inteiro a única coisa inusitada foi a suposta devolução do dinheiro uma vez que não se conseguiu satisfazer o comprador – mais eficiente que o PROCON.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Chapadinha e a Internet Medieval


Enquanto as coisas da política andam a velocidade da luz, nossa Internet corre a passos de tartaruga manca – em algumas “lan-houses” há uma espécie reza coletiva pra abrir uma página ao menos. Alguns caríssimos leitores até pensaram que estivéssemos de férias. Nada disso, assisto a todos os acontecimentos sem poder escrever palavra sobre eles.

Aos que acompanham o blog pedimos paciência, estamos tentando contornar os problemas. Estaremos de volta bem breve com a “graça de Bill Gates”.